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Igor Susini
Escritos
03
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Entre vales
Nas primeiras horas da manhã as montanhas acordam do sono, como se exalassem um bocejo milenar de suas grutas. Neste lugar, os animais são como espíritos. Seres de luz caminhando num céu de calcário, flores e folhas. Ficamos imersos na esperança de encontrá-los, assim como na espera de um encontro místico com a verdade. Ventre da terra, pelo qual nascemos a cada segundo, na cadência do canto de suas arapongas. Alto do Almas. Ribeira de nossos corações
Igor Susini Aquino, São Paulo, 2018.
O olhar natural
A fotografia de natureza dá-se no momento do encontro com o inusitado. Uma homem, uma mulher, são partes integrantes do contexto natural, como uma folha, uma pedra, um rio. Desacostumamos a pensar em nós mesmos como um mero aspecto do coletivo natural. Temos a ingrata tendência de nos mentalizar com um protagonismo incoerente, e é desta incongruência que nasce a perda do encontro.
É preciso ser um galho, uma árvore, um bicho. É preciso esquecer de si mesmo e perder as amarras do eu. Na natureza o encontro dá-se pelas maravilhas da aleatoriedade, da comunhão de dividir o espaço e o tempo com um bicho que se encontra de repente. Nesse momento, se estivermos despertos, há uma compreensão mútua que não é possível descrever com palavras, na qual sente-se a vida escorrer pelas veias, num contato que resvala as verdades do mundo.
Igor Susini Aquino, São Paulo, 2018.
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